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Flávio diz que fala sobre mudar a Constituição "para redemocratizar o país" se referia à reforma do STF e fim da reeleição

Flávio: 'Comigo vai ser sempre com a ponderação, com respeito à Constituição' O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (7), que a declaração sobre querer "mudar a Constituição para redemocratizar o país" se referia a propostas já anunciadas por ele caso seja eleito, como a redução da maioridade penal e mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF). "Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena? Não. A gente tem que respeitar a política, tem várias PECs [propostas de mudanças na Constituição] que são possíveis", disse. “Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição", prosseguiu. Durante viagem a Goiânia nessa terça-feira (6), Flávio falou que, caso seja eleito, quer usar a maioria no Congresso conquistada nas urnas no último domingo (4) para "mudar a Constituição", mas não disse o que pretende alterar. Ele deu a declaração em Goiânia, ao lado do candidato derrotado no primeiro turno Ronaldo Caiado (PSD), que anunciou apoio à candidatura dele. 1 de 1 Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Foto: Vittor Sales Questionado pela imprensa nesta quarta (7) sobre o que quis dizer com a declaração, o candidato adotou um tom mais moderado em respeito à Constituição, e tentou afastar qualquer possibilidade de medidas autoritárias. Ele também comentou críticas que a declaração vem sofrendo. "Eu já vi gente começar a dizer: 'Ah, agora o Flávio com esse Congresso com ampla maioria ele vai fazer o que o pai dele não fez [no caso da trama golpista]. Vamos parar de mentir, vamos aterrizar no mundo real". A reforma do Judiciário já aparece no programa de governo de Flávio Bolsonaro, que reúne propostas principalmente relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas mudanças em decisões monocráticas. A redução da maioridade penal também já havia sido defendida pelo candidato. Em agosto, Flávio Bolsonaro afirmou que apoiaria a redução de 18 para 16 anos. A proposta em discussão no Congresso altera o artigo 228 da Constituição e, portanto, precisa ser aprovada por meio de uma PEC. Fim da reeleição Flávio também disse que não pretende concorrer à reeleição, caso conquiste um mandato como presidente. Afirmou que a decisão caberá ao Congresso. O partido dele, PL, elegeu 121 deputados e conquistou a maior bancada na Câmara desde a Constituição de 1988. “Para mostrar que eu não estou disputando o poder como esse atual governo. [...] Não estou disputando o poder. Eu estou disputando o futuro do meu país, futuro para as minhas filhas, para as filhas de vocês que estão aqui, para quem está assistindo. Então, fiz o compromisso de não concorrer à reeleição". Segundo Flávio Bolsonaro, a definição de como funcionaria o fim da reeleição ficaria a cargo dos deputados e senadores. “É o Congresso que vai discutir os critérios, se vai ser mandato de quatro, de cinco anos, se vai valer só para presidente, se vai valer para governador. Aí é o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir qual é o caminho que tem que ser feito, a reforma política.”
07/10/2026 (00:00)
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