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Tribunais do Sul e Sudeste apresentam soluções tecnológicas com potencial de replicação nacional

Cerca de 60 profissionais que trabalham com tecnologia e inovação em tribunais das regiões Sul e Sudeste participaram nesta quarta-feira (25/03), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, do “Diálogos que Conectam”. O encontro foi promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no âmbito do Programa Justiça 4.0, e apresentou o Conecta, iniciativa que identifica soluções disruptivas e compõe uma rede de inovação entre os mais de 90 tribunais brasileiros. Com a presença de 24 cortes de todas as esferas da Justiça, o encontro oportunizou a troca de experiências e a apresentação de 26 projetos de transformação digital desenvolvidos localmente. Também fomentou a cooperação institucional e procurou identificar, entre as soluções apresentadas, aquelas com potencial de replicação nacional pelo Conecta. Durante a abertura, o conselheiro do CNJ Rodrigo Badaró destacou o Conecta como resposta aos desafios tecnológicos e riscos de insegurança jurídica com o advento de tecnologias que utilizam inteligência artificial (IA). “Como entusiasta da tecnologia, acredito que ela seja um espírito do tempo que nos abre lições para uma visão futura, mas olhando para o passado. O papel do CNJ hoje é de se mostrar como um estimulador de pensamento. Dentro da perspectiva de IA, não há nada mais humano do que um debate como este realizado pelo Conecta, de fomento às novas tecnologias de forma democrática e com estímulo aos tribunais. Não há nada mais necessário que uma tecnologia lastreada pelos tribunais, desenvolvida localmente, com diálogo necessário para garantir segurança jurídica”, disse. Para a desembargadora Mari Eleda Migliorini, coordenadora do Comitê de Governança Regional da Inovação do TRT-12, o “Diálogos que Conectam” foi uma oportunidade de os tribunais avaliarem como oferecer inovação ao sistema de Justiça de modo útil e estruturado. “A inovação só se realiza plenamente quando deixa de ser experiência localizada e passa a constituir uma capacidade compartilhada. Costumamos celebrar a criação local, mas precisamos criar com condições de difusão e reaproveitamento, de integração e sustentação. A inovação tecnológica amadurece quando consegue ultrapassar os limites da origem e servir a uma comunidade institucional. É com compartilhamento que a inovação passa a ser patrimônio coletivo do Poder Judiciário”, explicou. A agenda antecedeu o Fest Labs Sul e Sudeste 2026, evento regional com palestras, oficinas, rodas de conversa, apresentações de projetos e imersão em atividades práticas. Foto: Clayton Wosgrau/TRT-12   Sobre o Conecta Desenvolvido pelo Programa Justiça 4.0, o Conecta funciona como incubadora de soluções locais e oferece mentorias para viabilizar a distribuição em nível nacional. De acordo com o coordenador do Conecta e desembargador do TRF-6, Pedro Felipe de Oliveira Santos, é fundamental estimular o diálogo entre os tribunais que desenvolvem soluções inovadoras. “Há muito a ser compartilhado e mutuamente aprendido. E esse é o espírito do Conecta, que possibilita aos tribunais a oportunidade de garantir que as ferramentas desenvolvidas localmente se profissionalizem e universalizem. Ao mesmo tempo, permite às cortes escolherem soluções que melhor se adequem às suas necessidades, aos fluxos de trabalho, à logística e aos custos dos tribunais”, explicou. Os tribunais interessados em inscrever projetos devem seguir diretrizes e procedimentos detalhados pelo CNJ na Portaria n. 462/2025 e candidatar-se por meio do formulário. Entenda como submeter a proposta de seu tribunal na página do Conecta. Programa Justiça 4.0   A iniciativa resulta de um acordo de cooperação firmado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com apoio do Conselho da Justiça Federal (CJF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu objetivo é desenvolver e aprimorar soluções tecnológicas para tornar os serviços oferecidos pela Justiça brasileira mais eficientes, eficazes e acessíveis à população. Texto: Danielle Pereira Edição: Ana Terra Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 64
25/03/2026 (00:00)
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