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Sessão do Conselho Consultivo OAB Jovem debate curso finalista do prêmio Innovare e propostas para a advocacia

A Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) realizou, nesta quarta-feira, 15/10, a 6ª Sessão Extraordinária do Conselho Consultivo OAB Jovem CE. A pauta incluiu a apresentação da formação “Meu Primeiro Escritório”, a proposta de criação de um livro de artigos jurídicos e o processo que sugere a reabertura de uma sala de apoio à classe advocatícia. Promovida pela Escola Superior de Advocacia do Ceará (ESA-CE), a qualificação “Meu Primeiro Escritório” foi selecionada para a final da 23ª edição do Prêmio Innovare. Destinado a novos inscritos na Ordem, bacharéis e estudantes de Direito, o curso tem como objetivo oferecer orientação prática para a abertura e organização de escritórios de advocacia. Durante a sessão, o presidente da ESA-CE, Raphael Castelo Branco, destacou o alcance da atividade e os resultados obtidos ao longo de sua realização. “A ESA-CE, por meio de uma ação muito exitosa, é a única do Nordeste a estar entre os finalistas da premiação. Nas 22 edições que tivemos do curso, tivemos mais de 2.000 advogados e 2.000 advogadas que participaram na capital e em todas as regiões do estado. Recebemos relatos de pessoas que afirmam ter tido vidas transformadas e aprendido a lidar com as dificuldades de empreender ao participar da qualificação”, assegurou. O coordenador do curso e diretor adjunto para a Jovem Advocacia da ESA-CE, Eduardo Bezerra, relembrou os desafios enfrentados ao longo da iniciativa e ressaltou o impacto da formação na vida dos participantes. “Tivemos muitos desafios nesta caminhada. Esse reconhecimento da Comissão do Innovare é muito bom para nós, porque sabemos o quanto de feedback recebemos, assim como temos noção das vidas que melhoramos. Tivemos a oportunidade de mudar percepções sobre a advocacia e a vida”, salientou. Representando as subseções da Ordem cearense, a presidente da OAB Maciço do Baturité, Janaína Nunes, ressaltou os benefícios da qualificação para profissionais que atuam no interior do estado, especialmente aqueles que estão no início da carreira. “Muitas vezes, existem grandes gargalos que afastam o advogado e, em especial, o do interior dessa necessidade de se atualizar. Por isso, foi de brilhar os olhos o que o ‘Meu Primeiro Escritório’ fez na minha região. Pude ver advogados abrindo escritório em seu primeiro ano de carreira e procurando as instituições bancárias para fazer o uso consciente dos investimentos. Tudo isso foi consequência das aulas ministradas pelos professores da capacitação”, afirmou. A programação também contou com depoimentos de profissionais que atuaram como professores da capacitação: o advogado Pedro Brito; o conselheiro OAB Jovem Marvyn Gomes; a primeira vice-presidente da Comissão de Empreendedorismo e Marketing Jurídico, Thiara Costa; e o contador Tom Gomes. “Podemos perceber que cada palestra impacta a vida de todo mundo de uma forma muito positiva. É uma experiência muito construtiva, não só para nós, enquanto facilitadores de conteúdo. Todo mundo aprende ao mesmo tempo enquanto você está promovendo um debate em torno daquele assunto”, afirmou Brito. Ao todo, foram avaliados 807 projetos na 23ª edição do Prêmio Innovare, número recorde desde a criação da premiação, em 2004. Os 13 trabalhos selecionados, distribuídos entre as diferentes categorias, abrangem atividades voltadas à proteção de populações vulneráveis, à modernização administrativa e à aplicação da ciência em favor da cidadania. Clique aqui para conferir mais informações. Incentivo à produção jurídica Outro destaque da sessão foi a apresentação do processo nº 11489/2026, de autoria da conselheira OAB Jovem Juliana Barros, que propõe a elaboração de um livro de artigos voltado à produção e à valorização do conhecimento jurídico. O objetivo da iniciativa é estimular a participação da jovem advocacia e ampliar a pulgação de estudos e reflexões sobre temas relevantes. Barros explicou a motivação da proposta e destacou o potencial dos integrantes do Conselho para a produção de conteúdo. “Eu percebo, tanto nas sessões quanto em conversas, que temos pessoas com muito potencial para escrita. Por isso, este livro iria fomentar o protagonismo de cada membro do Conselho, que poderá falar sobre temas que são de seu agrado. Essas produções vão agregar à nossa vida profissional, pois poderão acrescentar também pontos em processos seletivos de mestrado e doutorado”, frisou. Sala de apoio para a advocacia Também foi apresentado o processo nº 11828/2026, de autoria da conselheira OAB Jovem Clarissa Rebonatto, que propõe a reabertura de uma sala de apoio à advocacia no Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-7). A conselheira fundamentou a sua sugestão com base no artigo 7º, § 4º, do Estatuto da Advocacia e na Resolução nº 356/2023 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, argumentando que a disponibilização desses espaços constitui uma prerrogativa profissional. Rebonatto ressaltou a importância de uma estrutura adequada para o exercício das atividades da advocacia. “Seria muito funcional e útil para todos os advogados trabalhadores ter um ambiente com computadores, tomadas, Wi-Fi, água e café. Sabemos que uma sustentação oral pode demorar duas ou três horas. E, no auditório, a sala das sessões não possui estrutura adequada para o trabalho e para o atendimento de clientes”, enfatizou. Participaram do dispositivo de honra o diretor adjunto de prerrogativas, Márcio Vitor Albuquerque, os conselheiros estaduais Júlia Barreto e George Noronha; o diretor institucional do Conselho OAB Jovem, Eric Freire, e o presidente da Comissão de Direito do Trabalho, Raul Aguiar.
16/10/2026 (00:00)
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